VOCÊ GOSTA DE LER?

Leitura é muito mais do que decodificar palavras. É ir muito além! É voar sem destino pelas páginas de um livro.
Devemos observar várias formas de arte, expressas em textos escritos ou não (verbal ou não verbal) e, delas tirar lições, reflexões, ou mesmo divesão. O que não podemos é sairmos indiferentes, pensando: não entendi nada! Ou fingindo ter entendido tudo, sem no entanto, ter compreendido o que o emissor realmente disse.
Muitas mensagens, realmente são de entendimento dúbio, ou seja, dá margens a mais de uma interpretação.
O que não se deve, é não entender nada! Se por acaso isso acontercer, e não é nada depreciativo assumir isso, devemos buscar mais informações e, fazer com que de alguma forma, essa leitura acrescente algo de positivo em nossa vida.

Leia, vá ao cinema, museus, shows, teatros, ouça músicas, mas reflita, pense!
Se não tiver argumentos bem fundamentados, cale-se e vá aprender mais.


"NÃO TENHO UM NOVO CAMINHO. O QUE TENHO É UM NOVO JEITO DE CAMINHAR." (Thiago de Melo)


terça-feira, 3 de maio de 2011

PQ – Partido das Quotas

Não se espante se de repente aparecer no seu aparelho de TV propaganda eleitoral cujo candidato pertença ao PQ – Partido das Quotas. Sim. Partido das Quotas. Quota para negros, quota para índios, quota para mães com cinco filhos, quota para os sem carro zero, quota para os sem apartamento quitado, quota pra todos os tipos de situações. E todas para ingresso em universidades. E públicas.
Mas se você se espantar, não tem problema. Eu também já me espantei, lendo a Folha de São Paulo deste domingo, 06 de agosto, caderno Educação, a matéria "Atrás das grades"
 Não sei que lei é essa que permite essa abertura, nem sei se é questão de quota. Quota para criminosos. Se for lei, seria a de direitos iguais para cidadãos? Creio que os direitos humanos estão ultrapassando as barreiras do bom senso.
Longe de mim ser contra o sujeito estudar, pelo contrário, sou defensora do estudo em qualquer condição, idade, seja lá o que for. Mas, convenhamos. Um presidiário só está na cadeia porque cometeu algo que violasse as regras, as leis, para não me alongar nos comentários. Bem, então, se está cumprindo pena, já não é igual, em termos de direitos, a mim, a você. Sim, porque nós continuamos aqui fora, ralando, trabalhando, tentando conviver e sobreviver de acordo com as normas estabelecidas e com o equilíbrio permitido. Trabalhando, estamos bancando, pagando entre os impostos, a comida do presidiário, o sistema penitenciário, e agora, pasme...também o estudo do presidiário e estudo em universidade pública! Se isso não for descabido, então alguém tem que explicar melhor de que se trata tudo isso.
Vou além. Imaginemos a situação: Sou professora universitária. Com a abertura para detentos cursarem universidade, poderei dar de cara em sala de aula com um indivíduo que me assaltou? Ou que matou meu irmão? Ou que me estuprou? E que por uma dessas razões está preso. Ou com uma senhora que seqüestrou meu filho? E eu, diante deles, como professora, terei que ser exemplo de serenidade e por que não dizer de sanidade mental e não avançar em seus pescoços? Você, nessa situação, se conteria?
Olhe que outra situação interessante: As Suzane Von da vida, após crimes hediondos e após anos de cadeia, poderão sair de lá PHD em Direito. Que tal? E diplomadas por universidade pública. Em sendo advogadas, poderão vir a defender aqueles que matarem seus familiares. Em sendo professoras, poderão ensinar como melhor se engendrar o ato sinistro que La Von tão bem soube planejar e que todos temos ciência de qual foi.
Oh, minha gente "empreendedora de tal abertura", é pedir muita paciência a nós, cidadãos de bem, não acham? É, por que não dizer, muita cara de pau mesmo, esse abuso à nossa tolerância! Onde iremos parar? Daqui a pouco, poderemos ser alunos (e não se surpreenda) de um ex-maníaco do parque. Ou pacientes de um doutor que foi ex-esfaqueador, ex-estuprador, ex-não sei mais o quê. Ou poderemos ter um presidente ex-presidiário por crimes impensáveis...porém, PHD em Maquiavel, com Especialização em “O Príncipe”, com curso universitário, diplomado por Universidade Pú-bli-ca! Não! Dá pra imaginar uma coisa dessas?
Esses indivíduos têm é que TRABALHAR, isso sim! Em trabalho ninguém fala, apesar do antigo, velho e sábio ditado ‘O trabalho enobrece o homem’. Mas a esses especificamente, trabalho pesado, trabalho que canse. Que faça gemer o corpo e que faça calar a alma. Isso é aprendizado. Isso é vestibular e estudo, para  casos de reabilitação. Preparação para, após pena cumprida, direitos iguais. E então, universidade, se possível.
Pensando friamente na matéria publicada pela Folha e na ‘abertura’ concedida a esses indivíduos, o que dá pra se pensar a partir de então? Que o crime compensa e recompensa!?

Cristina Pellisson
Professora e Mestranda em Psicologia da Educação

Publicado no jornal O Liberal, Americana, 17/11/2006, p.02


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