VOCÊ GOSTA DE LER?

Leitura é muito mais do que decodificar palavras. É ir muito além! É voar sem destino pelas páginas de um livro.
Devemos observar várias formas de arte, expressas em textos escritos ou não (verbal ou não verbal) e, delas tirar lições, reflexões, ou mesmo divesão. O que não podemos é sairmos indiferentes, pensando: não entendi nada! Ou fingindo ter entendido tudo, sem no entanto, ter compreendido o que o emissor realmente disse.
Muitas mensagens, realmente são de entendimento dúbio, ou seja, dá margens a mais de uma interpretação.
O que não se deve, é não entender nada! Se por acaso isso acontercer, e não é nada depreciativo assumir isso, devemos buscar mais informações e, fazer com que de alguma forma, essa leitura acrescente algo de positivo em nossa vida.

Leia, vá ao cinema, museus, shows, teatros, ouça músicas, mas reflita, pense!
Se não tiver argumentos bem fundamentados, cale-se e vá aprender mais.


"NÃO TENHO UM NOVO CAMINHO. O QUE TENHO É UM NOVO JEITO DE CAMINHAR." (Thiago de Melo)


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

FRAGMENTO DE: AMOR@ADOLESCENTE.COM

TRILHA E ACAMPAMENTO
(...) 
Enquanto descarregavam os objetos da carroça conversavam alegremente.
          ─ Nicolas, você já fez trilha alguma vez? – perguntou Amarildo.
          ─ Não, mas adoraria fazer! Não tem animais perigosos por aqui?
          ─ O bicho mais perigoso que você pode encontrar por aqui é o bicho homem que por onde passa deixa seu rastro de destruição!
          ─ Beleza, se for bicho mulher deixa que eu me entendo com ela! ─ respondeu o menino.
          ─ Ele ta se achando o último brigadeiro da festa, deixa até ele encontrar a velha careca! ─ retrucou Bruno.
          ─ Quem é essa tal velha careca?
          ─ Você nunca ouviu falar dela? É uma velha que de tanto fazer maldade o povo da cidade rapou sua cabeça, passou creolina e a expulsou para a mata.
          Dizem que nunca mais nasceu cabelo nela e que ela vivi correndo atrás das pessoas que passam pelo seu caminho e, quando consegue agarrar uma ela rapa a cabeça e passa creolina como fizeram com ela. – completou Lucas
          ─ Cruz em credo, eu é que não vou andar por aí, imagine eu careca perto da...
          ─ Da... Quem? Você já tem namorada? – perguntou Natalia.
          ─ Eu não! Da minha mãe eu ia dizer.
          ─ Ah, já entendi, não quer falar não fala! Beleza então.
          ─ Nossa, Natalia, parece que você ta a fim do meu primo!
          ─  Nada disso Flor, que ele é uma gracinha, isso ele é, mas é muito criança, espera criar mais.
          ─ Tá bom, como coisa que você é uma adulta, né?
          ─ Bom vamos deixar de conversa, vamos ou não vamos pegar a trilha? ─ perguntou Bruno.
          ─ To fora, não saí de casa pra voltar de cabeça rapada! respondeu Nicolas todo assustado.
          ─ Deixa de ser bobo, não ta vendo que eles estão “zoando” com você? ─ disse Natalia tentando convencer de vez o visitante.
          ─ É verdade tia, que não existe nenhuma mulher careca por essas matas?
          ─ Só se vocês raparem a cabeça de uma das duas aí!  ─ respondeu Cintia.
          ─ Ta bom! Então vamos, não to a fim de pescar agora mesmo!
          ─ Levem água e lanche, e vê se não vão muito longe, pare ao pé da montanha, em baixo daquela figueira, tá? ─ aconselhou Amarildo.
          ─ Deixa com a gente. – disse Bruno que era o mais velho dos primos.
          ─ Sem mais perda de tempo organizaram suas mochilas e partiram, mato adentro.
          ─ Nicolas, e se você encontrasse com a velha careca? – perguntou Maria Flor.
          ─ Eu colocaria uma peruca nela, mano.
          ─ O lugar aonde vamos é maneiro mesmo? ─ perguntou Nicolas.
          ─ É da hora, tem uma árvore enorme, no riacho tem uma piscina natural com água limpinha, dá até pra ver os peixes lá no fundo, parece cenário de filme.  – disse Flor.
          Mais quinze minutos de caminhada e chegaram
àquele lugar paradisíaco.
          ─ Vamos colocar roupas de banho e tomar um sol. ─ sugeriu Natalia.
          ─ Mas onde? Não tem vestiário? ─ indagou Nicolas.
          ─ Ora, seu mauricinho, vai atrás daquela moita ali, a velha careca não vai te olhar não. ─ falou Lucas.
          Todos riram e, para mostrar que era destemido, Nicolas pegou sua mochila e foi até a moita.




          ─ Socooooooorooo!!!!!
Aparece Nicolas correndo só de cueca, em desespero.
          ─ O que foi, cadê suas roupas, o que aconteceu? ─ perguntaram todos de uma só vez.
          ─ Tem uma cobra enorme lá naquela moita, e ainda por cima ela tem um bigode preto, deve ter uns dez metros. ─ falou Nicolas quase soltando o coração pela boca.
          ─ Cobra! E ainda de bigode! Você pirou? Isso não pode ser possível. Vamos lá ver isso de perto. ─ decidiu Bruno.
          ─ Vão vocês, eu vou é dar o fora desse lugar horroroso.
          ─ Vai é? Volta sozinho que vai ver o que poderá acontecer! ─ acrescentou Maria Flor.
          Bruno, Lucas, Natalia e Maria Flor se armaram com pedaços de pau e foram verificar o que havia atrás da moita e que causou tanto medo ao garoto, Nicolas seguiu observando de longe.
          Quando se aproximaram cautelosamente do local indicado, foi uma gargalhada geral, de fato, havia uma cobra, porém....
          ─ Aquele é o monstro de sete cabeças e com bigode? ─ satirizou Lucas.
          ─ É! Ela encolheu, era bem maior e tinha uma boca enorme. ─ confirmou Nicolas.
          ─ Essa cobra é inofensiva, é apenas uma jibóia tentando engolir um pássaro e as asas ainda estão fora da boca, olha lá seu monstro de bigode. Ela só não fugiu de você porque ta ocupada em engolir seu almoço.
          Toma, pega aqui sua roupa porque você de
cuecas fica mais feio que seu monstro e a velha careca juntos, vamos embora daqui para ela não se assustar com você. ─ disse Bruno.
(...) 

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